Sócrates
Mais de uma vez tenho colocado aqui do absurdo que é ver todas as decisões em futebol serem tomadas por um único indivíduo e em uma definitiva instância. Nos jogos deste domingo não tivemos só erros e sim falhas arbitrais que tornaram abissais as distâncias entre as equipes oponentes. No gol da Inglaterra, absurdamente ignorado pela arbitragem, já que a bola entrou e não foi por pouco, tudo teria sido diferente dali para frente, pois naquele instante da reação inglesa, um gol determinaria uma alteração profunda no encaminhamento posterior das duas equipes, seja no estado anímico, como na confiança que certamente atingiria positivamente quem chegaria ao empate, depois de estar perdendo por 2 a 0 e, negativamente, os alemães, que tinham o jogo nas mãos e o perderam. Fatalmente a chance de vitória inglesa seria imensamente maior.
No jogo entre México e Argentina o gol em claro impedimento de Tevez, que determinou a abertura do placar, literalmente destruiu a equipe mexicana, que até ali vinha jogando melhor, mais do que poderia, eu diria. Tanto destruiu, que todos ficaram cabisbaixos pela impotência de não poderem contestar tamanho absurdo. E não há ser que consiga suportar este grau de desagrado.

