Sócrates
Confrontos definidos e algumas certezas, ainda que saibamos que em futebol nada é 100% seguro. Holanda e Brasil devem decidir quem será um dos finalistas, já que Gana e Uruguai não devem ser páreo para nenhum dos dois.
Argentina e Alemanha devem decidir o outro finalista, a não ser que a Espanha, dos favoritos de antes do mundial a que tem a tarefa mais fácil na próxima fase, resolva seu problema no ataque e que Fernando Torres finalmente volte a jogar o que sabe.
Apostar nos times que podem disputar a final em uma competição tão equilibrada e de baixo nível técnico é função de bons apostadores, mas uma final sul-americana é mais provável que outras hipóteses, de acordo com o que foi mostrado até aqui.
Entretanto, é fundamental para as pretensões de um desses representantes sul-americanos, o nosso Brasil, que se organize para dificultar a ação dos holandeses. Estes certamente vão provocar grandes obstáculos para as nossas pretensões pela forma como vem jogando: fechados, sem pressa e com atacantes extremamente perigosos. Robben, principalmente. Ele que só possui uma jogada fatal em seu repertório, porém é de se admirar a sua capacidade de definir em gol. Para evitá-la teremos que fazer uso, e bom uso, das qualidades de Gilberto Silva, que tem se mostrado, a meu ver, um dos melhores jogadores da nossa seleção e um dos poucos da Copa a ter se acostumado de verdade com a Jabulani, a bola.
Mas na armação e não na marcação. Abrindo mão do melhor lançador deste time, nossos ataques terão de ser unicamente dependentes de Kaká e Robinho, que provavelmente sofrerão para jogar. Outra opção é Josué, mas não creio que seja a melhor. Felipe Melo se puder jogar e se tiver a cabeça no lugar poderia ser “o cara”. No entanto, ninguém nunca sabe onde está o emocional deste rapaz e nem se ele ainda está nos planos do treinador por culpa de seu temperamento.

