Copa 2010

jul
01

Medo da felicidade

Publicado às 00:48 51 comentários
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Paraguai e Japão: 120 minutos, nenhum gol e um jogo difícil de se ver. Crédito: Reuters

Sócrates

Tecnicamente, a última terça-feira foi o pior dia desta Copa do Mundo. Quem diria que em plena fase de oitavas de final, veríamos dois jogos de quase dar sono. O dia mais triste já havia ocorrido - a desclassificação do time da casa. Creio que a partir dali, o Mundial perdeu muito da alegria contagiante dos anfitriões.

De qualquer forma, as vuvuzelas continuaram a se manifestar, os sorrisos a serem estampados em todos os rostos e a euforia das vitórias também. Entretanto, inesperado foi perceber nesta última fase eliminatória as seleções se apresentando mais medrosas que na fase anterior, como se o medo da felicidade finalmente chegasse à África do Sul. Inesperado e difícil de entender.

Com exceção da Espanha - que desde o título da Eurocopa, há dois anos, se tornara um potencial candidata a uma vaga na final - todas as demais aterrissaram no continente africano sem grandes pretensões e só chegaram aonde chegaram por culpa de terem assumido um comportamento libertário - além de terem sido ajudadas pela incompetência de algumas seleções tradicionais.

Abrir mão deste comportamento no instante em que ele é mais necessário, somente por se darem conta de que podem chegar mais longe, é letargia provocada pelo sucesso momentâneo.