Sócrates
Hoje só se pensa em ganhar a qualquer custo. É claro que este tipo de conceito não surgiu de uma hora para outra; isso fica muito claro quando aquilo que pareceria um absurdo algumas décadas atrás se torna realidade recorrente do contexto atual. Bons jogadores e até craques incontestáveis são esquecidos quando de uma convocação mesmo que na Seleção Brasileira. Por isso, e só por isso, alguns de nossos melhores jogadores assistiram a Copa da África do Sul bem longe de lá.
Jogadores limitados que jamais chegariam a uma Seleção hoje lá estão e muito valorizados por quem os chama. Muito desta postura deve-se ao medo de se expor. Quem faz a opção mais lógica de buscar um time que tenha poder de superar a maioria dos seus adversários tem antes de tudo de possuir coragem para esta empreitada, pois enfrentará grandes resistências. Sabedor disso ele opta por jogadores que têm como única característica evitar que o oponente jogue.
Inconscientemente escolhe por jogar feio porque assim é mais fácil explicar uma derrota do que jogando com arte. Felizmente sempre encontramos quem age contra esta linha de pensamento e nos mostra que é possível buscar coerência no espetáculo que é e sempre deve ser o futebol, como a seleção alemã nesta Copa do Mundo.
Finalmente, não nos esqueçamos que este esporte é um agente educativo quando feito com arte, criatividade, beleza e liberdade. Do jeito que está só estimula a violência, individualismo e a busca do sucesso a qualquer preço. Isto é: nada que importa para o bem do ser humano e da sua evolução.

