Sócrates
O gesto da rainha Sofia, da Espanha, de visitar o vestiário dos jogadores que representam o povo do seu país, talvez tenha sido o mais importante de todo este mês de Copa do Mundo. Pela posição que ocupa e por tudo o que o casal real espanhol provocou de mudança na nação ao serem entronados.
O gesto, muito longe de ser trivial, é bastante sugestivo da profundidade da relação da monarquia espanhola com a história recente do país hispânico. E, melhor, ocorreu muito antes do sonhado título da sua seleção.
Um gigantesco exemplo de como uma autoridade pode ser ao mesmo tempo simples e aristocrática. Um exemplo humano da maior qualidade.
País dividido
O Brasil pensa seriamente em dividir o seu território em quatro para a disputa da próxima Copa do Mundo. Algo bastante questionável, já que uma das poucas coisas que pode ser positiva em um Mundial por aqui é a possibilidade de mostrarmos ao mundo que nos visitará o país que somos e as belezas que temos, além de outras qualidades.
Dividindo o território, estaremos de fato restringindo a mobilidade dos turistas que nos visitarão, pois estes fatalmente acompanharão especificamente a sua seleção. Fazendo o que estão imaginando, perderemos muito e pouquíssima vantagem nos restará.

