Sócrates
Na final da Copa, durante o tempo regulamentar, encontramos tudo o que infelizmente em geral nos apresenta o atual futebol: um jogo truncado, violento, com excesso de faltas, de contato, de reclamações, de pouco interesse pelo espetáculo, poucas chances de gol; e todas perdidas, algumas, bisonhamente.
Um medo absurdo, das duas equipes, de perder e, por consequência, de ganhar. O melhor futebol da Espanha não se traduziu em vantagem, nem mesmo territorial. Pior foi o comportamento da Holanda que abdicou de tentar enfrentar de igual para igual, e poderia, sem dúvida, o oponente. No entanto, teve as melhores, e em maior número, possibilidades de definir a partida e o título.
O gol que Robben perdeu ao chutar nos pés do goleiro Cassilas foi sugestivo de quem não tinha se preparado para decidir e sim esperar um acidente de percurso para chegar à vitória. Ele que muitas vezes nesta temporada foi fundamental para o seu time na liga nacional e na dos campeões da Europa.
Na prorrogação, só deu Espanha, que poderia ter feito mais de um gol, mas que um isolado deu com justiça o título aos hispânicos. Algo mais que esperado para quem gosta do bonito futebol que esta seleção nos presenteou nos últimos anos.

